Rússia-China: Moscou está ajudando Beijing a construir sistema de defesa

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Presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin em econtro do BRICS em 2015. Fonte: Wikimedia Commons. Autor: Serviço de Imprensa do Presidente da Rússia

Com informações do The Guardian

Desde a Guerra Fria, somente os EUA e a Rússia possuem tais sistemas, que consiste numa matriz de radares em terra e satélites no espaço. O sistema permite a detecção antecipada de mísseis intercontinentais. A declaração ocorreu dias após o governo chinês revelar novos mísseis com tecnologia de ponta.

O presidente russo Vladimir Putin falou durante uma conferência internacional nessa quinta (03/09) sobre o apoio do seu governo em desenvolver o sistema da China. Ele adicionou que “isso é muito sério que aumentaria radicalmente a capacidade de defesa da China”.

A declaração indicou um novo degrau na cooperação entre os dois governos, que vem se aproximando tanto politicamente quanto militarmente, seguindo na esteira da guerra comercial entre Beijing e Washington. Em junho, o presidente chinês Xi Jingping chamou Putin de “melhor amigo do peito”, além de tratar com carinho sua “profunda amizade”.

Na semana passada, a China estreou seus novos aparatos militares incluindo um míssil hipersônico, que os especialistas acreditam que seria muito difícil dos EUA contra atacarem. O míssil, conhecido como DF-17, pode fazer manobras bruscas muito acima da velocidade do som, tornando-o extremamente complicado de se defender.

Em agosto, a China e a Rússia acusaram os Estados Unidos de promover uma nova corrida armamentista ao testar um míssil de cruzeiro, apenas algumas semanas depois que Washington se retirou de um tratado que existia desde a guerra fria, tal tratado teria barrado o lançamento do teste.

O míssil testado, uma versão configurada convencionalmente do míssil de cruzeiro Tomahawk, com capacidade nuclear, atingiu seu alvo após mais de 500 quilômetros de vôo durante o teste, informou o Pentágono em comunicado.

As versões lançadas em solo do míssil haviam sido retiradas de serviço décadas atrás, depois que o tratado de forças nucleares de alcance intermediário foi assinado por Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev em 1987. A proibição do tratado de mísseis com alcance entre 500 e 5.500 km teve como objetivo reduzir a capacidade de ambos os países iniciarem um ataque nuclear em pouco tempo.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, condenou o lançamento, mas disse que Moscou não estava procurando iniciar uma nova corrida armamentista e não usaria novos mísseis a menos que os EUA o fizessem primeiro. Pequim também atacou os EUA, alertando que o teste com mísseis poderia levar a “mais uma rodada da corrida armamentista” e ter “um sério impacto negativo” na segurança internacional e regional “.

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ABNT:

Flávio Henrique Soeiro de Castro. Rússia-China: Moscou está ajudando Beijing a construir sistema de defesa. Fora!. Acessado em 6 de outubro de 2019. Disponível em <https://fora.global/2019/10/06/russia-china-moscou-esta-ajudando-beijing-a-construir-sistema-de-defesa/>.

APA:

Flávio Henrique Soeiro de Castro. (6 de outubro de 2019). Fora!. https://fora.global/2019/10/06/russia-china-moscou-esta-ajudando-beijing-a-construir-sistema-de-defesa/.

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