Análise: a tecnologia dos aviões stealth

Tempo de leitura: 19 minutos
Arte: Marcio Vaccari.

“Stealth”, em uma tradução livre para o português, pode ser entendido como “furtivo” e/ou “indetectável”, simplesmente. São aeronaves extremamente difíceis de serem detectadas/rastreadas por radares embarcados e praticamente impossível que o sejam pelos radares de solo. Vale a ressalva de que o conceito da tecnologia se baseia nisso, não significando que todas as aeronaves que sejam stealth não serão detectadas por radares de solo, sejam eles primários e secundários – sendo assim considerados verdadeiros “ninjas alados” por conta de sua capacidade de passarem despercebidos. Muito embora a tecnologia seja aplicada nos mais diversos setores da indústria de defesa e segurança, neste artigo apenas serão abordados parâmetros inerentes aos aviões.

Tecnologia

Desenvolvidos ainda durante a Guerra Fria, os stealths nasceram em uma nova era na corrida armamentista entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – capitaneada pelos EUA – e o bloco controlado pela URSS (O Pacto de Varsóvia), após a constatação de que o grande fator diferencial na guerra seria a tecnologia e não mais grandes deslocamentos de tropas. Também é conhecida como tecnologia de baixa observação, se tratando de um conjunto de táticas militares de medidas e contramedidas que podem ser passivas e/ou ativas.

Quando se fala de tecnologia stealth de medida passiva, ela pode ser tanto com painéis que compõe a fuselagem da aeronave, quanto com eletrônica, atuando assim como medida de ação furtiva, através da qual os métodos de construção passam pelo desenvolvimento de materiais e de estruturas que cumpram a finalidade de absorver e/ou difratar ondas de efeito Doppler e pulsos eletromagnéticos – sendo estes dois usados em radares primários e secundários, respectivamente. Há também, nas aeronaves mais modernas, um complemento das tecnologias, sendo que essas medidas não são utilizadas para deter ataques e/ou retaliações; apenas e somente para não serem detectadas por radares. Em termos de medidas ativas, os aviões stealth podem usar DIRCM (Directional Infrared Countermeasures) com o intuito de dissuadir radares de infravermelho embarcados; bem como eletroímãs e pulsos sonoros, que têm como objetivo confundir plots de radares primários e secundários. Esses meios servem para evitar ataques e permitir o cumprimento de missões.

A tecnologia é fortemente utilizada pelos EUA e pela Federação Russa, que apresentaram as primeiras aeronaves deste tipo na década de 50. Em 2009, a China entrou no rol de países que possuem aeronaves com essa tecnologia. Portanto, atualmente, as três potências militares se valem de seus ninjas para “afronta” e testes em outras nações, verificando quão calibrados estão os sistemas de defesa e contramedidas. Vale a ressalva de que, do ponto de vista da engenharia, todas as aeronaves podem ser convertidas em stealths, mas o alto custo de projeto, o clima de aparente normalidade bélica entre as superpotências mundiais e demais prioridades a níveis socioeconômicos fazem com que as demais nações e forças aéreas mundiais optem por desenvolver aeronaves menos onerosas e sistemas de vigilância mais eficazes. Inicialmente, o grande objetivo desse tipo de aeronave era o de serem empregadas como bombardeiros – porém, o tempo passou e elas evoluíram para caças de última geração, tendo sido iniciada com o F-35 uma campanha inédita de venda em larga escala de aeronaves stealths: os Estados Unidos buscam atualmente vender aquele que foi o avião mais caro da história – o Lockheed Martin F-35 – derivado do projeto X-35, que segundo o Pentágono e a Lockheed é o melhor caça desenvolvido nas terras do “Tio Sam”.

Este caça polivalente pode ser operado em pistas muitíssimo curtas por conta de seu sistema VTOL (Vertical Take-off and Landing), podendo decolar e pousar na vertical. Seus desenvolvedores concordam que o F-35 é um sucesso pela engenharia aplicada e apostam que será a aeronave de defesa mais vendida da história. É de se estranhar que não tenham colocado à venda modelos como o Lockheed Martin F-22 Raptor, principalmente pelo fato de que os Estados Unidos da América são conhecidos por guardarem suas vantagens bélicas – mas estranhamente fazem questão de oferecer o F-35 a outros países. Em maio de 2019 o presidente Donald Trump anunciou a venda de 105 caças desse modelo ao Japão – atual aliado, mas que outrora devastou o orgulho estadunidense no Pacífico, em Pearl Harbor. A Bélgica foi a segunda nação a anunciar o emprego dos F-35 para a substituição de seus F-16, também da Lockheed Martin. Seria essa tentativa de venda – quase que desesperada – dos F-35 um modo de conseguir mais aliados com caças stealth ou de assegurar uma futura vantagem em caso de combate com essas nações que poderão adquirir a aeronave? Ou um modo de tentar minimizar os custos de um projeto tão caro e tão ruim, segundo afirmam alguns especialistas?

Abaixo iremos detalhar alguns aspectos das fichas técnicas de aviões stealth, em ordem cronológica de entrada em serviço de aeronaves icônicas que fizeram e fazem a história dessa linhagem que tanto fascínio exerce nos curiosos e entusiastas.

Ficha Técnica

BOEING B-52 STRATOFORTRESS (EUA)
Entrada em serviço: 1955.
Produção: 1952-1962, sendo a sua última variante modernizada entregue em 1998.
Custo Unitário: US$ 14,43 milhões em 1952 na versão B-52B, tendo a versão B-52H custado, em 1962, US$ 9,28 milhões – e sua versão mais cara, a B-52H aos US$ 53,4 milhões em 1998, quando da sua última modernização.
Quantidade produzida: 744.
Tipo: Bombardeiro – projetado para lançamento de bombas atômicas.
G.M.P: 8 motores dispostos em 4 pares, sendo 2 pares em cada asa – com 9 variantes que produzem de 38,7 kN a 75,6 kN de empuxo cada.
Altitude máxima: 11.200 metros (aproximadamente 36.700 pés).
Raio de ação: 8.000 km (4.300 milhas náuticas).
Curiosidade: O projeto ainda se encontra em operação, sendo uma importante ferramenta no sistema de defesa e ataque dos Estados Unidos da América. Espera-se que fique em serviço até 2040.

BOEING B-52 STRATOFORTRESS. Fonte: Wikimedia Commons.

TUPOLEV TU-22 (URSS)
Entrada em serviço: 1959.
Produção: 1959-1969, tendo sido aparentemente aposentado em 1998 pela Federação Russa.
Custo Unitário: Dados não divulgados pela URSS – porém, estima-se que cada unidade tenha custado em torno US$ 45 milhões.
Quantidade produzida: 311 unidades, em 14 variantes.
Tipo: Bombardeiro.
G.M.P: 2 motores tipo turbojatos com afterburner que produzem, juntos, até 162 kN de empuxo.
Altitude máxima: 13.300 metros (aproximadamente 43.600 pés).
Raio de ação: 4.900 km (2.650 milhas náuticas).
Curiosidade: Todos os dados inerentes a aviões soviéticos e russos são contraditórios e dispersos. O TU-22, além da inúmera quantidade de variantes, foi também o primeiro stealth supersônico da história, chegando à marca de 1.510 km/h, ou seja, aproximadamente 1,4 vezes a velocidade do som. Foi empregado por Saddam Hussein na guerra do Irã.

TUPOLEV TU-22. Fonte: Wikimedia Commons

LOCKHEED SR-71 BLACKBIRD (EUA)
Entrada em serviço: 1964.
Período de produção: 1964-1978; porém, existem suspeitas de que o modelo tenha continuado a ser produzido até 1990, e que ainda sejam utilizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América apesar de terem sido declarados aposentados em 1999.
Custo unitário: Não informado pelo governo dos EUA e pelo Pentágono, mas estima-se que tenham custado cerca de US$ 125 milhões cada.
Quantidade produzida: 44, tendo sido 12 protótipos perdidos em testes. Existem 2 variantes.
Tipo: Reconhecimento e observação, não dispondo de sistemas de defesa ativa.
G.M.P: 2 turbojatos com afterburner que produziam até 151 kN de empuxo cada.
Altitude máxima: Oficialmente, 26.000 metros (aproximadamente 85.300 pés).
Raio de Ação: 5.920 km (3.200 milhas náuticas).
Curiosidade: Apesar de não ser exatamente dotado de sistemas stealth, o SR-71 entra nessa lista por se tratar de uma aeronave que se utilizava da velocidade – incríveis 3.540 km/h, ou seja, mais de três vezes a velocidade do som – para passar de forma furtiva, de modo que um operador de radar apenas via borrões (“plots“), sem ser possível identificar o objeto voador. Quando o SR-71 “abrandava”, era possível identificar apenas sua altitude. Com o conhecimento de que se dispõe hoje, existem suspeitas de que pelo menos uma aeronave SR-71 Blackbird esteja envolvida naquela que ficou conhecida como “Noite Oficial dos OVNI’s”, em 19 de maio de 1986. O objeto voador foi primeiramente visualizado pelo então Coronel Ozires Silva (vide artigo sobre o KC-390), quando se aproximava de São José dos Campos (SP), e a posteriori por controladores do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), de Brasília. Dali partiram ordens para as decolagens de aeronaves F-5 Tiger II, da Base Aérea de Santa Cruz (RJ), e F-103 Mirage III, da Base Aérea de Anápolis (GO). Os objetos foram avistados sobre São José dos Campos, Rio de Janeiro, Goiás e Brasília – porém, os pilotos dos caças não conseguiram identificar o objeto que perseguiam. Embora os caçadores tenham tido plots nos radares embarcados, nenhum deles conseguiu identificar o que seria aquele objeto voador que perseguiam e que por vezes estava a montante de suas aeronaves, e por vezes a jusante. Foram cogitadas medidas ofensivas de defesa – tendo em consideração o alto risco que aquela operação representava para os caçadores, bem como para todo o sistema de defesa do espaço aéreo brasileiro. Segundo relatos da época, os caçadores armaram os sistemas de defesa dos caças e esperaram pela ordem para ataque, porém a mesma não foi dada. Como não foi possível aferir do que se tratava, isso fez com que muitas pessoas à época, inclusive do próprio Ministério da Aeronáutica – atualmente Comando da Aeronáutica – acreditassem em discos voadores e extraterrestres.

LOCKHEED SR-71 BLACKBIRD. Fonte: Wikimedia Commons

LOCKHEED F-117 NIGHTHAWK (EUA)
Entrada em Serviço: 1983. Foi aposentado em 2008 por conta do alto custo.
Período de Produção: 1983–1993.
Custo Unitário: Aproximadamente US$ 100 milhões.
Quantidade Produzida: 64, em 2 versões (Nighthawk para a USAF e Seahawk para a US Navy).
Tipo: Bombardeiro.
G.M.P: 2 x turbofans de baixa razão de bypass General Electric F404-F1D2, capazes de produzir até 48 kN de empuxo cada.
Altitude Máxima: 13.700 metros (aproximadamente 45.000 pés).
Raio de Ação: 17.000 km (9.200 milhas náuticas).
Curiosidade: O F-117 inova pelo desenvolvimento de sua geometria e pelo uso da cauda em “V” s,em o uso de estabilizadores tradicionais.

LOCKHEED F-117 NIGHTHAWK. Fonte: Wikimedia Commons

SUKHOI SU-30 (RÚSSIA)
Entrada em Serviço: 1996.
Período de Produção: 1992 até o presente.
Custo Unitário: aproximadamente US$ 40 milhões.
Quantidade Produzida: 500, conforme divulgado pelo governo russo, em 3 variantes.
Tipo: Caça multimissão.
G.M.P: 2 x turbofans de baixa razão de bypass com afterburner, produzindo até 123 kN de empuxo cada.
Altitude Máxima: 17.000 metros (aproximadamente 55.700 pés).
Raio de Ação: 3.000 km (1620 milhas náuticas).
Curiosidade: Com sistemas aviônicos extremamente avançados, o SU-30 possui, dentre outras funcionalidades, o uso de piloto automático para todas as fases de voo, o que possibilita ao piloto desempenhar outras funções. Vale a ressalva de que apesar de a Venezuela possuir o modelo na sua versão MK2, ao que tudo indica, os mesmos não têm capacidades operacionais.

SUKHOI SU-30. Fonte: Wikimedia Commons.

LOCKHEED MARTIN F-22 RAPTOR (EUA)
Entrada em Serviço: 1997.
Período de Produção: 1996 até o presente.
Custo Unitário: aproximadamente US$ 150 milhões.
Quantidade Produzida: oficialmente foram produzidas cerca de 200 aeronaves.
Tipo: Caça multimissões de superioridade aérea.
G.M.P: 2 x turbojatos Pratt & Whitney F-119 PW-100 de bocal variável sem pós-combustão, produzindo mais 156 kN de empuxo vetorado cada.
Altitude Máxima: oficialmente 20.000 metros (aproximadamente 65.600 pés).
Raio de Ação: 3.200 km (1.700 milhas náuticas) em combate.
Curiosidade: o projeto que culminou no F-22 Raptor teve seu início em meados dos anos 80 pela USAF com o projeto ATF. Com um sistema único de propulsão que lhe confere melhor desempenho em relação aos demais, atingindo níveis de voo mais altos e tendo, dentre os citados, a menor velocidade de stall. Com um custo de venda na casa dos US$ 360 milhões por unidade imposto pelo governo dos Estados Unidos da América, o Raptor se tornou proibitivo para outras nações e com isso impulsiona a venda de seu “big brother”, o F-35 Lightining II.

LOCKHEED MARTIN F-22 RAPTOR. Fonte: Wikimedia Commons.

LOCKHEED MARTIN F-35 LIGHTINING II (EUA)
Entrada em Serviço: 2006.
Período de Produção: 2006 até o presente.
Custo Unitário: variando entre os US$ 85 milhões e os US$ 116 milhões, a depender da versão (motor vendido à parte – podendo chegar aos US$ 165 milhões).
Quantidade Produzida: 300 unidades em 3 versões – com a encomenda de 105 unidades por parte do Japão e 34 unidades por parte da Bélgica.
Tipo: Caça multimissão.
G.M.P: 2 opções disponíveis pelo Pentágono e pela Lockheed Martin, sendo elas:
1ª – Pratt & Whitney F-135, que produz até 191 kN de empuxo.
2ª – General Electric Roll-Royce F-136, que produz até 186 kN de empuxo.
O F-35 utiliza apenas um motor, e ambos são turbofans de baixa razão de bypass com afterburner. Vale a ressalva que ambos os motores, por conta das especificações de projeto, são rotacionais (o que lhes confere a capacidade de VTOL) e de bocal variável.
Altitude Máxima: 15.000 metros (aproximadamente 49.000 pés).
Raio de Ação: 3.000 km (1.600 milhas náuticas) na versão F-35C – para porta aviões, em missão de patrulha.
Curiosidade: Além de tudo aquilo que já foi dito acima, o F-35 conta com o interesse de compra de 10 países. Fato curioso é que o governo dos Estados Unidos da América anuncia o F-35 como melhor avião da história e o coloca à venda por menos da metade do valor de seu F-22 Raptor (US$ 360 milhões), e lamentavelmente o Raptor não teve nenhuma encomenda nem intenção de compra. Outro fato curioso é que mesmo sendo declarado indetectável por parte do fabricante e de oficiais do Pentágono, após terem participado (sem sair do solo) na Berlim Air Show em 2018, os F-35 foram detectados e rastreados por cerca de 100 milhas náuticas enquanto voltavam para casa – o feito coube a um pequeno fabricante alemão de radares e estudantes universitários.

LOCKHEED MARTIN F-35 LIGHTINING II. Fonte: Wikimedia Commons.

CHENGDU J-20 (CHINA)
Entrada em Serviço: 2011.
Período de Produção: 2009 até o presente.
Custo Unitário: Entre os US$ 100 milhões e os US$ 120 milhões, a depender dos motores.
Quantidade Produzida: 28.
Tipo: Caça multimissões.
G.M.P: 2 opções disponíveis pela Chengdu Aerospace Corporation, sendo elas:
1ª – Shenyang WS-10b, que produz até 138 kN de empuxo.
2ª – Saturn AL-31, que produz até 147 kN de empuxo.
O J-20 utiliza 2 motores; ambos são turbofans de baixa razão de bypass com afterburner.
Altitude Máxima: 18.000 metros (aproximadamente 59.000 pés).
Raio de Ação: 6.000 km (3.200 milhas náuticas).
Curiosidade: o J-20 marca uma nova era, onde a China se reafirma como uma potência bélica. Mesmo o J-20 não fazendo nem de longe frente aos icônicos F-22 Raptor e SU-30, é uma prova de que o país asiático pode desenvolver tecnologia de ponta e podem ser uma ameaça ao poder geopolítico do Ocidente. Existem rumores de que a Coréia do Norte esteja em negociação para aquisição dos J-20. Vale a ressalva que todos os dados foram obtidos com fontes extraoficiais do país.

CHENGDU J-20. Fonte: Wikimedia Commons.

Conclusão

Os stealth estão entre nós e o desenvolvimento de aviões com essa configuração parece ser o prelúdio de uma segunda parte da Guerra Fria, onde cada vez mais a inteligência eletrônica, de materiais e furtiva serão fatores de diferenciação. Com relação ao Brasil e seu sistema de defesa, os brasileiros e seus aliados podem ficar despreocupados – pois mesmo oficialmente não contando com nenhum avião stealth, os atuais sistemas de monitoramento e controle do espaço aéreo são eficazes, tendo à disposição da Força Aérea Brasileira o Embraer EMB-145 AEW&C (Airborne Early Warning and Control), tratando-se de uma aeronave para controle e alerta aéreo antecipado que se baseia no ERJ-145. O EMB-145 é uma das melhores aeronaves radares existentes. A FAB também conta com os F-39 Gripen NG, e em breve 36 unidades estarão protegendo os mais de 22 milhões de quilômetros quadrados pertencentes ao Brasil.

Para citar este artigo, use os padrões abaixo.

ABNT:

Lucas Barbosa. Análise: a tecnologia dos aviões stealth. Fora!. Acessado em 7 de novembro de 2019. Disponível em <https://fora.global/2019/11/07/analise-a-tecnologia-dos-avioes-stealth/>.

APA:

Lucas Barbosa. (7 de novembro de 2019). Fora!. https://fora.global/2019/11/07/analise-a-tecnologia-dos-avioes-stealth/.

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