Egito-Etiópia-Sudão: governo egípcio ratifica proposta para operar barragem

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Grande Represa Etíope durante sua construção. REUTERS/Tiksa Negeri

Com informações do Egypt Today

O Egito enfatizou, no dia 25/12, a adesão à sua proposta de encher e operar a Grande Barragem do Renascimento da Etiópia, disse o Ministério de Recursos Hídricos, depois de relatórios “maliciosos” alegando que o Egito abandonou uma de suas principais condições.

O governo afirma sua disposição, durante as negociações em torno da construção da Grande Barragem Etíope, de alcançar entendimento e acordo com o Sudão e a Etiópia sobre as regras para encher e operar a barragem, especialmente durante períodos de seca e seca prolongada, disse o ministério em declaração.

Também confirma o esforço de alcançar uma fórmula de compromisso que atinja o interesse dos três países. Além de buscar o desenvolvimento que não represente um grave perigo para o Egito e garanta o fluxo de água.

O ministério negou relatórios recentes sobre o abandono do Egito por sua condição de ter 40 bilhões de metros cúbicos de água do Nilo anualmente, como parte das negociações para encher e operar a barragem.

É necessário esclarecer que o Egito está exigindo a passagem e o fluxo de 40 bilhões de metros cúbicos anualmente do rio Nilo Azul, que é a média durante os períodos de seca e seca prolongada, como um caso semelhante ao que ocorreu no período de 1979 a 1987, dizia o comunicado.

Os ministros de recursos hídricos de cada país concordaram em continuar suas discussões técnicas sobre todas as questões não resolvidas relativas ao projeto da Grande Barragem da Renascença Etíope (DRGE, em inglês) durante sua próxima reunião, de 9 a 10 de janeiro em Addis Abeba, capital etíope, de acordo com um comunicado do governo egípcio no início de dezembro.

O Egito e a Etiópia estão em desacordo com a barragem de US$ 4 bilhões. O Cairo manifestou preocupação com a sua quota de água – 55,5 bilhões de metros cúbicos – depois que a Etiópia começou a construir a barragem no Nilo Azul, em maio de 2011. Uma série de conversas tripartites entre os países começou em 2014. Um ano depois, as três nações assinaram a Declaração de Princípios, segundo a qual os países a jusante (Egito e Sudão) não devem ser afetados negativamente pela construção da barragem.

No entanto, o Cairo culpou o governo etíope de dificultar um acordo final sobre um problema técnico, pedindo a ativação do Artigo 10 da Declaração de Princípios, que estipula que, se os três países não encontrarem uma solução para essas diferenças, eles deverão pedir por uma mediação.

Mais tarde, os Estados Unidos enviaram um convite aos três para retomar as negociações. Realizaram-se reuniões com ministros das Relações Exteriores e da Água do Egito e dos países do Alto Córrego, na presença do Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e de um representante do Banco Mundial.

O presidente Donald Trump elogiou a reunião com os representantes, dizendo em seu Twitter que “correu bem e as discussões continuarão durante o dia!”.

O presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi também elogiou o papel construtivo e central desempenhado pelo presidente Trump e pelos EUA, que reflete a profundidade das relações estratégicas entre o Egito e os Estados Unidos. O presidente disse que isso contribuiria para chegar a um acordo sobre o preenchimento e operação da DRGE e promover a estabilidade e o desenvolvimento na África Oriental.

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ABNT:

Flávio Henrique Soeiro de Castro. Egito-Etiópia-Sudão: governo egípcio ratifica proposta para operar barragem. Fora!. Acessado em 8 de janeiro de 2020. Disponível em <https://fora.global/2020/01/08/egito-etiopia-sudao-governo-egipcio-ratifica-proposta-para-operar-barragem/>.

APA:

Flávio Henrique Soeiro de Castro. (8 de janeiro de 2020). Fora!. https://fora.global/2020/01/08/egito-etiopia-sudao-governo-egipcio-ratifica-proposta-para-operar-barragem/.

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