Economia: “Segunda-Feira Negra” colapsa o mercado mundial

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A tensão comercial entre Rússia e Arábia Saudita que levou à queda mundial do barril de petróleo e o risco de pandemia decorrente da propagação do novo coronavírus, que afetou fortemente a oferta e a demanda de uma ampla gama de bens e serviços, levou nesta segunda-feira, dia 10 de março, à maior depressão das bolsas de valores desde 2008. O impacto desse acontecimento no mercado mundial vem sendo chamado de “segunda-feira negra”.

Em Wall Street a consequência foi sentida na queda de 13% do total de seu mercado de ações. A Dow Jones fechou sob um declínio de 7,8% nas ações, ante a queda de 2.000 pontos, algo inédito em sua história. Já a NASDAQ sofreu com a queda de 7,29% nas ações e a S&P caiu 7,64%.  

No mercado de ações europeu a “segunda-feira negra” foi sentida ainda mais fortemente, resultando na queda de 17% do total de suas ações. No interior da eurozona, quedas de 8% foram sentidas nem países como França, Espanha e Alemanha. Mas foi a Itália, país que está no epicentro da ameaça de pandemia do coronavírus, que sentiu o maior baque: a bolsa de Milão sofreu uma queda de mais de 11%. Já a FTSE 100, conjunto representativo das bolsas de valores de Londres, padeceu a perda de 20% de seu valor.

As bolsas asiáticas, primeiras a sentir os efeitos da crise desta segunda-feira, testemunharam a queda da Nikkei em 5,07% de suas ações. A Hang Sang, de Hong Kong, perdeu 4,53%. Já a CSI 300 caiu em 3,54%..

Na América Latina os países mais afetados pela crise foram México, Colômbia e Brasil, cujas economias são mais fortemente atreladas ao valor do petróleo. O real foi das moedas a que mais perdeu frente ao dólar americano, com uma queda de mais de 15% nessa relação. O peso mexicano, por sua vez, teve uma queda de mais de 6%, cujo impacto é o mais importante por servir de referencial a outros países da América Hispânica, como o Chile. Nas bolsas de valores, a Bosvespa colapsou ante a queda de 9,87% de suas ações, enquanto a Merval argentina teve uma queda de 10,00% e a Colcap colombiana uma contração de 8,79%.

O reflexo dessa “segunda feira negra” gerou prejuízo de forma mais significativa para as corporações petroleiras. A BP caiu de valor em mais de 20%, a Shell em 18% e a Chevron perdeu 14% do valor de suas ações no mercado. Companhias como a Petrobrás e a Pemex, do México, cujo valor é determinante para a economia de seus países, foram severamente afetadas por essa depressão. A Petrobrás perdeu quase um terço de seu valor de mercado, tendo um prejuízo de mais de US$ 19.800.000,00. Já a Pemex, que já vinha enfrentando uma crise dado os prejuízos adquiridos em 2019, passará a sofrer maior pressão, o que pode acarretar no rebaixamento em sua qualificação no mercado de ações.

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ABNT:

Gabriel Caio Corrêa Borges. Economia: “Segunda-Feira Negra” colapsa o mercado mundial. Fora!. Acessado em 10 de março de 2020. Disponível em <https://fora.global/2020/03/10/economia-segunda-feira-negra-colapsa-o-mercado-mundial/>.

APA:

Gabriel Caio Corrêa Borges. (10 de março de 2020). Fora!. https://fora.global/2020/03/10/economia-segunda-feira-negra-colapsa-o-mercado-mundial/.

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