Venezuela: documento da ONU acusa Maduro de violações aos direitos humanos

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusado pela Conselho de Direitos Humanos da ONU de violações e crimes contra a pessoa humana.

Um relatório investigativo publicado pela Organização das Nações Unidas na quarta-feira, 16 de setembro, acusa o governo da Venezuela de violações contra os direitos humanos. O documento aponta para o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como responsável direto por ações que incluem assassinatos extrajudiciais e tortura contra opositores de seu governo.

O relatório apresentado pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas possui 411 páginas, que cobrem um total de 3.000 casos examinados. Esses casos são compostos de entrevistas com testemunhas, vítimas, parentes, policiais, agentes de Estado e juízes. Também foram analisados vídeos, material para redes sociais e imagens via satélite.   

Assim, a investigação concluiu que encontrou evidências sólidas acerca do envolvimento de Maduro e de outros agentes de Estado venezuelanos em ordenar e participar de crimes contra os direitos humanos. Dentre as acusações levantadas estão as de envolvimento em execuções extrajudiciais, prisões arbitrárias, desaparecimentos e tortura. Também se encontram detalhados casos de tortura e assassinatos executados pelas forças de segurança, que incluem choques elétricos, mutilação genital e asfixia.

“Tais atos foram cometidos através de duas polícias estatais, uma voltada a esmagar a oposição ao governo e outra para combater o crime, o que inclui eliminar indivíduos percebidos como criminosos”, declarou Marta Valinas, investigadora portuguesa que trabalhou no relatório. “Nós consideramos também que os crimes documentados foram cometidos como parte de um amplo e sistemático ataque contra a população civil”, afirmou a investigadora.

Destaca-se no relatório a informação de que as Forças Especiais de Ação, órgão ligado às forças de segurança venezuelanas, foram responsáveis por metade das milhares de mortes investigadas. Os oficiais ligados ao órgão tinham autorização livre para matar, algo que seria comprovado no relatório por conta de um vídeo que registra um treinamento onde oficiais seriam estimulados a matar pessoas tidas como criminosas.

Representantes do governo venezuelano reagiram ao relatório acusando-o de falsificação e parcialidade. Jorge Arreaza, embaixador da Venezuela na ONU, repudiou o relatório no Twitter. “É um informe entupido de falsidades, elaborado à distância, sem nenhum rigor metodológico, por uma missão fantasma dirigida contra a Venezuela e controlada por governos subordinados a Washington”, afirmou o embaixador. Também acusou os responsáveis pelo relatório de tentar danificar as relações da Venezuela com o Conselho de Direitos Humanos da ONU e sua chefe, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet.    

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ABNT:

Gabriel Caio Corrêa Borges. Venezuela: documento da ONU acusa Maduro de violações aos direitos humanos. Fora!. Acessado em 17 de setembro de 2020. Disponível em <https://fora.global/2020/09/17/venezuela-documento-da-onu-acusa-maduro-de-violacoes-aos-direitos-humanos/>.

APA:

Gabriel Caio Corrêa Borges. (17 de setembro de 2020). Fora!. https://fora.global/2020/09/17/venezuela-documento-da-onu-acusa-maduro-de-violacoes-aos-direitos-humanos/.

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